Vivo lança celular via satélite com Starlink: o que muda nas empresas
Vivo Satélite leva WhatsApp, SMS e mapas a áreas sem sinal e é grátis por 3 meses para clientes B2B. Veja como avaliar para equipes de campo.
O que aconteceu
A Vivo lançou em 26 de outubro o Vivo Satélite, serviço de conexão direta do celular ao satélite (direct-to-device, ou D2D) feito em parceria com a Starlink. Funciona por roaming: quando o aparelho fica fora da cobertura terrestre da operadora, ele pode se conectar à rede VIVO STARLINK. Por enquanto o serviço vale apenas no Brasil, e a Vivo diz que vai anunciar depois os países onde ele também funcionará. O lançamento acontece pouco depois de a Anatel aprovar o uso da banda S de 2 GHz pela Starlink para esse tipo de conexão.
O que funciona e o que não funciona
Segundo a cobertura do Mobile Time, o serviço é limitado a aplicativos autorizados pela operadora, e o uso deles não consome a franquia de dados:
- WhatsApp, incluindo mensagens e chamadas de voz pelo app.
- SMS, RCS e MMS pelo Google Mensagens e pelo iMessage.
- Aplicativo Vivo, Apple Maps e Google Maps.
Ficam de fora chamadas de voz e vídeo convencionais, links externos e outros aplicativos. O serviço também não recebe chamadas de emergência nem alertas da Defesa Civil, e pode falhar dentro de veículos.
Por que importa para empresas
Todos os clientes B2B da Vivo podem usar o serviço sem custo por um período promocional de três meses. Depois disso, a contratação segue a política comercial da operadora, que ainda não divulgou preços para empresas. Para quem tem equipes em estradas, zonas rurais, obras, agronegócio, logística ou manutenção de campo, isso abre a possibilidade de manter um canal mínimo de contato, por mensagem, onde antes simplesmente não havia sinal. A Vivo não informou se a oferta corporativa inclui linhas M2M.
O que muda na prática
O satélite não substitui a rede móvel nem a internet do escritório: é uma camada de contingência para mensagens curtas, localização e comunicação essencial. Como só funciona com aparelhos e chips 4G ou mais recentes, com roaming nacional de dados ativado e sistema operacional atualizado, nem toda a frota de celulares da empresa vai estar pronta. Outro ponto é o processo: se o técnico em campo só consegue usar WhatsApp, o pedido dele precisa chegar a um canal que alguém esteja monitorando, e não ao celular pessoal de um gestor.
Checklist para avaliar na sua empresa
- Liste as equipes e rotas que hoje ficam sem sinal com frequência.
- Confira se os aparelhos corporativos são compatíveis na página vivo.com.br/satelite e se estão com o sistema atualizado.
- Verifique se as linhas corporativas têm roaming nacional de dados habilitado.
- Faça um teste controlado durante os três meses gratuitos e registre onde a conexão funcionou.
- Defina um número oficial de WhatsApp para contato do time de campo e quem responde as mensagens.
- Mantenha um plano de emergência que não dependa do satélite, já que o serviço não recebe chamadas de emergência.
- Antes do fim da promoção, peça à operadora as condições comerciais para empresas.
Como a Nextyo ajuda
A Nextyo apoia empresas na escolha de internet e 5G corporativo para escritórios, filiais e equipes móveis, ajudando a combinar as opções de conectividade com a realidade de cada operação. Quando o contato do time de campo acontece por WhatsApp, a Nextyo Omnichannel concentra as mensagens do número oficial em filas compartilhadas, com histórico e responsável definido, para que nenhum pedido fique perdido no celular de alguém. E onde houver cobertura de dados, o PABX em nuvem Yeastar com o app Linkus mantém o ramal da empresa no celular do colaborador. Fale com nosso time para desenhar esse plano de contato.